9.12.05

Quem é o grande inimigo da criação publicitária no Pará?

Na sua opinião, quem é o grande inimigo da criação publicitária no Pará?

1 - a realidade econômica, que impede investimentos;
2 - a falta de visão e ousadia de anunciantes;
3 - a proliferação de agências desqualificadas que joga a disputa para baixo;
4 - a falta de ousadia de agências, produtoras e veículos de comunicação;
5 - a falta de criatividade de nossos profissionais de criação publicitária;
6 - a falta de profissionais de atendimento que saibam defender idéias;
7 - a criação acabou, quem manda é o planejamento t[atico
8 - A falta de concorr"encia, de mercado, de capitalismo de verdade

30.11.05

Bate papo criativo no Roxy Bar.




O primeiro BATE-PAPO CRIATIVO foi um sucesso. Contamos com a presença de Jorge Reis e Janjo Proença, e das agências DC3, Double M, Mercúrio e da Digital Produções. Foram apresentados os portfólios da IMAGEM Produções e da Digital e os trabalhos selecionados pelo anuário do CCSP - Clube de Criação de São Paulo. Os clientes que estavam no Roxy na hora do evento, também acabaram se envolvendo e participaram do Bate-Papo.

Nas fotos:

1- Glauco Lima e Walter Lencina.

2- Jorge Reis, Janjo Proença, André Moreira e Jansen Barros.

CCPP

O que você espera do Clube de Criação?

25.11.05

dia mundial da propaganda

23.11.05

A camada de ozônio diminuiu? Culpa da Publicidade. Seu tio deu para beber? Culpa da Publicidade. O Flamengo não tem time? Culpa da Publicidade.

Vamos dizer de cara ao leitor: somos a favor da publicidade. Mais: nós amamos a publicidade. Ela fortalece marcas, informa o consumidor, aumenta vendas, cria empregos, gera riqueza. Mas não viemos aqui fazer publicidade da publicidade.
Nosso foco de interesse, como o próprio nome, Clube de Criação de São Paulo, deixa claro é a Criação.
Como esses profissionais, a despeito de todas as dificuldades, do pouco prazo, dos orçamentos pequenos, das enormes dúvidas dos clientes e da avalanche das pesquisas, conseguem colocar no ar comerciais brilhantes.
Mas você já deve ter reparado: esses comerciais brilhantes estão cada vez mais raros.
Culpa dos nos nossos criadores? Parece não ser, pois o Brasil continua se destacando como nunca nos festivais internacionais.
Somos a terceira potência mundial em Criação atrás apenas dos EUA e Inglaterra, mesmo dispondo de verbas terceiro-mundistas e criando em português.
Então, o que está acontecendo?
Isso não é uma desculpa, é um diagnóstico: a Criação está sob ataque.
Primeiro, sob ataque de briefings e estratégias de marketing banais, iguais, sem ousadia, elaborados numa moldura por profissionais que parecem entender muito de MBAs e pouco da vida.
Segundo, sob ataque da insegurança de clientes que, tirando as honrosas exceções, se escondem atrás de pesquisas e mais pesquisas para recusar idéias ousadas e veicular publicidade convencional.
(Essa sim, a maior inimiga do nosso negócio: aquela que irrita o consumidor, invadindo sua casa para tagarelar mesmices e ofender sua inteligência.)
Agora vem o pior dos ataques: o do politicamente correto. Não se pode mais gozar de ninguém, não se pode rir de nada, não se pode usar nenhum grupo ou atividade, sem que alguém se sinta ofendido e queira tirar o comercial do ar.
Relembremos dois comerciais inesquecíveis da nossa publicidade: “Hitler”, da Folha de São Paulo, e “O Primeiro Sutiã”, da Valisère. O que aconteceria com eles hoje?
Imagine “Hitler” sendo submetido a pesquisa: “O quê? Hitler? Eu odeio esse homem e não quero que meus filhos vejam seu rosto na TV!”.
Ou: “Você quer usar o maior tirano de todos os tempos para vender um jornal liberal?”.
Pau.Gaveta. Próximo?
“O Primeiro Sutiã”, então, coitado, nem iria para pesquisa. Seria recusado por ser sexista, por explorar a sensualidade de menores, processado pelo fabricante de almofadas pelo fato da menina jogar a sua displicentemente na cama.
A onda do politicamente correto faz as pessoas se sentirem ofendidas pelos motivos mais estapafúrdios.
Grupos de ilusionistas reclamam de efeitos especiais. Entidades de defesa dos animais denunciam maus-tratos a bichinhos criados em computador.
Chegamos ao cúmulo de uma associação de palhaços reclamar da utilização da expressão “palhaço” em um comercial, por considerar ofensiva.
E, como nada está tão ruim que não possa piorar, essa loucura virou uma grande mina de ouro para advogados entrarem com processos e recursos, exigindo até reparação financeira para seus indefesos clientes.
Seria cômico se não fosse nauseante.
Não pense que somos um bando de engraçadinhos irresponsáveis, que perdem a credibilidade mas não perdem a piada.
Foram os próprios publicitários que criaram o Conar, o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária. Para que existisse um canal onde quem se sentisse atingido, ofendido ou enganado pudesse pedir a suspensão do comercial.
E ele vem cumprindo bem esse papel: em 77% dos casos, o Conar julgou que o cliente tinha razão. Em 100% deles, a campanha foi cancelada.
Por isso mesmo, pedimos, em nome da Criação brasileira: gente, o mínimo de bom senso.
Por favor, não peçam para que a Escolinha do Professor Raimundo saia do ar porque faz piadas com portugueses.
Não peçam para a torcida parar de xingar o juiz de ladrão, porque ele provou em cartório não ter antecedentes criminais.
Não peçam que Hollywood deixe de filmar “Tubarão” porque o bicho morde um prefeito judeu.
Caso contrário, já, já, rir de um comercial será motivo suficiente para tirá-lo do ar.
E desculpe se algum torcedor do Flamengo se sentiu ofendido pelo título. Mas que isso não seja motivo para nos processar nem pedir a suspensão do anúncio.
Mesmo porque, time, que é bom, ele não tem mesmo.

Texto: Clube de Criação de São Paulo.
Fonte: meio&mensagem.

22.11.05

O que torna um profissional de criação publicitária um criativo?

Existem critérios objetivos e subjetivos para definir isso.
Uns questionáveis e outros irrefutáveis.
Seria o olhar? O fato de usar óculos? Ou não usar?
Pode ser a cor do sapato? A postura?
O penteado? Ou o jeito da cabeça?
Bem, isso é uma discussão interminável, que vamos certamente retomar hoje no Bate Papo Criativo, no Roxy Bar, a partir das 19h30.
Quem é criativo vai!

18.11.05

Conar suspende 'Abraço' da Skol

O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária suspendeu na semana passada, após votação por maioria de seus membros, o comercial "Abraços" da nova campanha de Skol. A peça foi criada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, que informou à reportagem desconhecer o motivo da suspensão. O filme está fora do ar desde o início dessa semana. O comercial foi considerado discriminatório, pois demonstrava preconceito com relação à uma mulher tratada como "feia", que não merecia o mesmo estilo de cumprimento proposto pela cerveja. No julgamento realizado pela Segunda Câmara do Conar houve um empate entre os delegados do órgão, que achavam procedente o argumento pedindo a sustação e aqueles que consideravam o pedido de suspensão improcedente. O voto de minerva foi dado pelo presidente da Câmara.

E você concorda ou não com essa suspensão?

17.11.05

As marcas da marca

O que é uma marca pra você? Muito se fala, se escreve e se discute a respeito deste tema tão presente na vida de um publicitário, mas será que a percepção do conceito é a mesma pra todos?
Podemos ir pelo velho caminho trilhado por lições e lições dos grandes caras da comunicação e marketing - só para ilustrar, vou mencionar aqui o Bill - que não o Clinton - e o David - que não o Beckham (apesar que estes outros dois também são craques em construir uma marca). Já caiu de maduro lembrar que uma boa marca vale muito mais do que toda a estrutura da empresa que leva o nome dessa marca, e que a questão não é patrimonial no sentido físico, porém amplo.
Gosto da definição que atribui a uma marca o privilégio da experiência: marca tem a ver com gerar vivências interessantes, que possam conectar as pessoas ao emocional e tornar essas marcas insubstituíveis. Acho que ninguém disse isso exatamente da maneira como coloquei aqui, mas também não inventei nada, fiz apenas um "American quilt" de definições e citações feitas por gente que estudou o assunto durante décadas. Quim Larrea, teórico e profissional de design gráfico que escreveu o prefácio de "Marca" de Francesc Petit, sugere na introdução do livro que o trabalho de construção de uma marca tem a ver com o do alquimista, pois existe aí um processo de busca pela verdade intrínseca, por tudo o que aquela marca representa. Brilhante.
Mas saindo um pouco das teorias e teorismos, gosto de avaliar como isso acontece no cotidiano das pessoas, que é o campo de batalha das marcas, o jogo pra valer. Ali no balcão de frios, na gôndola do supermercado, no corredor do shopping, no showroom da concessionária, na vitrine da joalheria, na fachada, na rua, ali não tem pra ninguém, a briga é dura mesmo. Tem que ser. Porque saindo um pouco do ser publicitário e voltando ao ser consumidor, tenho mais é que exigir mesmo: meu dinheiro e minhas preferências devem ter um preço justo também.
Para concluir, gosto de dar um exemplo trivial do quanto vale uma marca. Não sou um consumidor contumaz de iogurtes, mas tenho minhas preferências. No entanto, ao passar pela prateleira de laticínios de um supermercado certa feita, vi ali um pote de iogurte que custava menos da metade do preço da maioria de seus concorrentes. Era vistoso, tinha uma embalagem interessante e chamativa, era fabricado em um estado de tradição leiteira, enfim, possuía os requisitos para ser comprado sem receio. Peguei uns três potes e ia saindo quando algo foi me imobilizando: à medida em que me dirigia a outro setor, fui tomado de uma força poderosa e inexplicável que, no final das contas, me obrigou a voltar e pegar o meu bom e velho iogurte da marca tradicional que eu sempre consumi. Era mais do que o dobro do preço, mas o incrível foi que, aí sim, saí contente rumo a outro setor, carregando uns três potes. Ia pagar no mínimo o dobro do que pagaria dois minutos atrás, mas estava feliz. A força inexplicável? Eu explico: chama-se marca.

Malucos Beleza

Raul Seixas pode ter pensado em tudo quando criou o clássico Maluco Beleza, uma das mais belas canções já feitas no Brasil. Menos em publicitários, propaganda, comunicação de mercado e coisas do gênero. Se pensou, certamente foi para criticar a sociedade consumista e conformista em que vivemos. Mas poucos textos conseguem definir tão bem o que é ser criador de propaganda como os versos desta canção. Poucos conseguem comunicar com precisão tão feliz, essa técnica de achar formas comunicativas de transmitir informações que na maioria das vezes seriam tão áridas. Claro que estamos fazendo aqui uma apropriação indébita do sentido da música para colocá-la a serviço de tentar ensinar bem didaticamente o que é criar propaganda. Mas vamos analisar verso por verso, para ver como se adequa, para usar um termo bem publicitês, a obra-prima do Tio Raul ao nosso ofício de criativos. Enquanto você se esforça pra ser, um sujeito normal e fazer tudo igual. Eu do meu lado, aprendendo a ser louco. Um maluco total, na loucura real. O profissional de criação é justamente o cara inconformado com a ordem estabelecida, com a forma normal e esperada de dizer as coisas. Cabe sempre ao criativo andar na contra-mão para tentar surpreender. É um aprendizado diário da loucura. Mas, como sabiamente frisa o poeta Seixas, trata-se de uma loucura real, totalmente vinculada com o mundo em que vivemos, com a conjuntura, com limites claramente estabelecidos, objetivos, metas. Esta colocada aí a grande contradição que vai inspirar e por vezes angustiar o criativo de propaganda. Um maluco total dentro da jaula da loucura real.Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez. A maluquez do criativo deve ser ampla, geral e irrestrita, mas rigidamente controlada, sabiamente utilizada, numa racionalidade que as vezes espanta pela frieza. A maluquez do criativo é sua relação densa com a vida, sua sensibilidade, sua capacidade de ver tudo, olhar tudo com olho ampliado, conviver na arte, mergulhar na cultura, apaixonar-se por pessoas, por causas, por causos. Gostar dos clássicos da literatura, mas também dos clássicos do futebol, perceber a língua dos anjos, mas também dos teens, dos quarentões e dos aposentados. Não ter restrições aos estilos, aos gêneros, as procedências. É a maluquez sem a qual não se é publicitário. Mas para ser publicitário é preciso misturar tudo isso com a lucidez. Esse lúcido no nosso caso é o briefing, esse Deus todo-poderoso, que pode até ser questionado, ampliado, mas nunca abandonado. É a informação total sobre o problema que é colocado sobre nossa mesa. São as pesquisas, os levantamentos de dados, as ações dos concorrentes de nosso cliente, seus objetivos de mercado, seu público-alvo, sua verba, sua necessidade de acertar. Sendo assim e agindo assim o criador vai com certeza fazer propaganda beleza, campanhas beleza, comunicação beleza. E poder dizer, sem medo de errar, Vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza. Maluco beleza sim. Porra-louca jamais. Na próxima estrofe, mais uma vez o poema de Raulzito coloca a contradição decisiva para o criador de propaganda. Este caminho que eu mesmo escolhi. É tão fácil seguir. por não ter onde ir. Quando o cara ou a cara colega decide ser criador de propaganda, o caminho está escolhido. É preciso assumir os riscos, dores, prazeres e dilemas deste caminho. Não há mais escolhas, não dá pra criar propaganda de outra forma que não seja misturando maluquez com lucidez. Propaganda não é arte, não é estalo, desvario, sacada, dom mediúnico, não é emprego pra gênio, superdotado, ou iluminado. Mas também não é informação fria, imparcial, jornalismo, relato, briefing publicado. É um terreno delicado entre negócio e arte. Nem tanto ao céu, nem tanto ao chão. É inteligência colocada a serviço de venda. O caminho é esse, a escolha está feita. Não há pra onde ir. E é um caminho fácil de seguir pois é uma rota aberta, ampla, inesgotável e alucinante, para quem a entende e não fica deprimido de estar colando sua bela cabeça a serviço de sabonetes, supermercados, farmácias, planos de saúde, cuecas e tantos outros itens. Mesmo porque a propaganda não admite artista frustrado, ela já é por si só uma atividade nobre, bonita, vital, que remunera bem, tanto material como emocionalmente, quem sabe faze-la bem. Todo dia, toda hora, sem relaxar, sem descuidar, Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez, vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, Eu vou ficar..... Ser publicitário não tem o mesmo charme dos poetas, artistas, músicos e cantores como o genial Raul. É um trabalho de operário onde baixa o santo do artista, ou vice-versa. É a famosa transpiração que gera a inspiração. Leitura, aprendizado, ouvido aguçado, noites de boêmia, beijos roubados, conversas nos botequins do subúrbio e nos shoppings classe A/B, colocadas para trabalhar em busca da famosa idéia criativa, que vem do entendimento correto da estratégia, do mergulho no problema de mercado, no posicionamento, na abordagem, num trabalho de marketing que começa no produto, no seu preço, sua distribuição e culmina numa comunicação comprometida com tudo isso. Parece até coisa de maluco, colocar toda aquela poesia pessoal a serviço de interesses tão mercantis, institucionais, e conceituais. Mas é uma maluquice beleza, que só é possível aos que entendem o que é essa loucura real chamada propaganda.

Precisa Diploma?

Criativo de propaganda precisa ser formado em curso Superior ou o talento criativo vem do berço?

16.11.05

Happy Hour Criativo

Nesta terça-feira (dia 22/11), agende uma reunião pra lá de importante: a partir das 19h30 vamos nos encontrar no Roxy Bar pra fazer duas das coisas que a gente mais gosta: ver comercial e jogar conversa fora. A conta, claro, é por conta de cada um.
Aproveite para saber mais sobre o CCPP. A gente também quer saber tudo sobre você.
Não falte!